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domingo, 1 de outubro de 2017

Retalhos de Mulher


Como todos sabemos desde criança, de uma maneira geral as histórias começam assim:
Era uma vez...
Aqui também vai ser assim era uma vez, alguém que dizia  precisar melhor o seu suporte financeiro, alguém de meia-idade, onde supostamente a maturidade  é  mais forte, ou deveria de ser...
Um dia chegou a novidade, consegui depois de muita luta, que alguém que me conhece a muitos anos, me arranje trabalho:- dizia ele aos amigos.
Todos vibraram com tal notícia, porque os que são amigos de verdade gostam de saber, que o amigo  concretiza um sonho.
Mas não era tão fácil como parecia.
E teria de deixar o local onde vivia, antes do dia do embarque.
Um outro amigo abriu as portas de sua casa,  para ele ficar, era para viajar num dia, só viajou dias mais tarde, sem problema outro amigo o foi levar ao aeroporto para embarcar, todos lhe desejaram sorte.
Vieram outros amigos, para estar uns dias com ele, coisa que poderia não ter sido feita nessa data, foi apenas para estar com ele.
Alguns diziam esta estranho.parece estar a querer fugir de alguém ou qualquer coisa, evita falar  do seu trabalho, houve até quem pensa-se aqui tem coisa.
Outro disse, não este nervoso, não deve ser fácil na sua idade dar este não conhece a língua ter de aprender, não vai ser fácil.
Ele possivelmente  bem dentro dele deveria estar a rir e a chamar trouxa a todos.
Porque não havia emprego nenhum.
Ele enganou todos os amigos, talvez por não saber o valor da amizade, convencido que é o maior, é realmente é o maior aldrabão, falso, e sei lá que mais quem não tem carácter tem sempre jogo de cintura para enganar tudo e todos, e.
Porque  alguém amigo lhe pagou a passagem, feito tonto...
Assim é a vida quando menos carácter, mais simples é maneira de se fazer de coitadinho.
Como atrás digo mentira tem perna curta,  quantos falsos amigos haverá por este mundo adiante?
Quantos não farão dos outros trampolins, para atingir os objectivos?
Temos de estar todos de olho vivo e pé ligeiro, pois surgem do nada, conversa mansa, boas atitudes, qual ave de rapina para depois pegar a sua preza

noite


 A noite já vai longa, esta uma noite fresquinha, agradavel, dessas que nos apetece ficar lá fora...
comtemplar as estrelas.
Em que tudo tem mais encanto, saber dizer o porquê não sei, só sinto.
esta uma noite , serena, ouve-se a  natureza, esses sons magicos ,encantam que tem a sorte de os ouvir.
È uma coruja que passa, ao longe o cachuar das rãs, nesta brisa fresca , debaixo dum céu repleto de estrelas...tão bom viver aqui.
reconheço para alguns será um fim do mundo, para mim um paraiso.
Durante o dia vejo um rebanho de ovelhas , ao longe, os patos gansos lindos .
Que bons cuidadores de seus donos que eles são.
Como prometi aqui estou.
Tenho tanta coisa para vos pedir, para vos dizer, só que nem sei como começar, quando se conhece com quem falamos fica mais facil, assim é complicado.
Não deixa de ser verdade que muitas vezes pensamos conhecer as pessoas com quem convivemos  e no final, era um ilustre desconhecido/a, assm é a vida.
Repartimos quase tudo, alegrias dores,valores,afinal era só um que assim fazia, o outro em nada se dava, só que não dá para perceber logo, quando teu coração cheio de boas intenções se dá inteiro se desnuda para ajudar,  não vê a falta de verdade que gira nessa amizade, se é que assim se poderá chamar.
A vida tem destas coisas.
Muitas vezes é em quem menos confiamos, porque não conhecemos,vamos mais desconfiados e assim nos apercebemos mais depressa de algo menos bom acontece.

conto de alguém

Nos dias que vão passando, dou comigo a lembrar historias, da vida de alguém ou de alguma coisa que mexeu comigo...todas entre si tem um ponto comum, começam do  mesmo jeito...
Era uma vez,
esta não é diferente....era uma vez uma jovem, linda morena de olhos azuis esverdeados, orgulho de seus pais. e da aldeia onde vivia, pequenita rouxinol do tempo em que nem havia sequer ( telefonia), ela era o rádio daqueles gentes, ia com os pais para o campo, na volta para casa, cantava aos ombros de algum trabalhador, apesar de cansados, da lides dos campos, era pessoas alegres e felizes, era uma aldeia unida, onde quase todos eram , família afastada ....lá vinham rindo e cantando, muitas vezes se dançava ao som da voz do pequeno rouxinol...Essa menina ia crescendo feliz, apesar de doente, tinha asma, uma doença que a 70 anos atrás era terrível.... ela sofria e cantava, sentada na sua maquina de costura, onde começou a ganhar o seu pão, pois escola não havia por aquelas bandas...
O nosso rouxinol, queria aprender a ler a todo o custo, no verão, iam a dita aldeia pessoas da grande cidade, já letradas, ela humildemente pedia para a ensinar a ler, um dia uma mais paciente, lá lhe foi explicando que se junta-se. as vogais com as consoantes. iria aprender e assim ela fez... lá foi aprendendo a conhecer umas e outras, a juntar... não havia livros, o pai pessoa muito crente, tinha comprado uma biblia...
para que os filhos um dia aprendessem a ler para ele.
Foi mesmo ai que o nosso rouxinol , começou a entusiasmar-se e fazer as suas primeiras viagens no mundo das letras...
Cresceu e enamorou-se de alguém errado, alguém que não soube ver o tesouro que tinha entre mãos... entre abraços e beijos as escondidas, ela ficou a grávida, feliz ao querer  comunicar-lhe que iam ser pais, teve um desgosto tamanho, pois foi acusada de não ser mulher fiavel e que o bebe não era dele...
Morreu a alegria do nosso rouxinol, agora era ter de comunicar aos pais que estava para ser mãe, se agora ainda é complicado há 83 anos atrás imagime só que ela sofreu, mas quíz o seu filho, não o renegou , embora sozinha sem o pai do bebe, ela lutou, primeiro com o preconceito de ser mãe solteira, contra a muitos que a conheciam e não admitiam que a rouxinol estivesse para ser mãe, e a criança não ter ir ter pai...
depois com o desgosto de ser ver assim , rejeitada enquanto o pai de seu filho fugiu dali....
O tempo foi passando, o ambiente voltando ao normal, ela cada dia queria mais aquele pequenino ser que crescia dentro dela, seu tesouro seu filho...
Os meses foram passando, e um dia nasceu aquele menino lindo, que nas palavras do avô tinha nascido lá em casa um menino igual ao menino Jesus....O rouxinol voltou a sorrir e a ouvir-se cantar enquanto trabalhava, a tratava do seu menino.
O homem que ela tinha amado, ao saber do nascimento da criança, que era linda como o sol, veio de longe para ver o filho, o avô achou que era dever da mãe deixar o pai conhecer o filho,...
Ao ver o bebe, ele só queria estar com o ele, já tinha refeito a vida dele, casado com outra pessoa, a mãe não deixou ele levar o bebe, de junto dela....
Um dia estando a mãe , a lavar a roupa do bebe no quintal, estando ele a dormir muito tranquilo, ela lá fez a tarefa dela... quando ia voltar ao quarto, entrou em panico, o seu menino " jesus " não estava, foi o alvoroço completo por toda a aldeia, o seu menino não estava em lugar nenhum, chamaram todos, todos vieram, bateram tudo com burros e cavalos ( transportes da epoca ) ninguém sabia, ninguém tinha visto...
O desespero tomou conta do nosso rouxinol, deixou de cantar, de se alimentar, pois só queria o seu menino..
O Avò como louco  andou pelas redondezas meses a fio a tentar saber do seu menino, nada....ninguém sabia, ninguém tinha visto.
Aos poucos ela foi ficando cada dia mais triste e mais doente....os meses foram passando, juntos foram anos...a vida la foi levando o seu curso,
tinha pretendentes, que ela nem queria ouvir falar...
a mãe lá lhe ia dizendo, já tens trinta anos, eu estou velha, amanhã morro e ficas a empregada das tuas irmãs
Até que um dia, ela conheceu um rapaz,ainda moço, pois era mais novo 8 anos que ela, ele aos poucos soube conquistar o seu coração, começaram a namorar, resolveram casar...quando queria tomar essa atitude alguém foi avisar a mãe que ele não iria ser bom marido nem bom pai pois era um mulherengo, depois era a mãe a não querer esse namoro, menos ainda o casamento.
Contra tudo e contra todos casaram.
Pouco mais tinha que o amor e uma cabana, tinham um ao outro, a vida lá ia seguindo o seu caminho...
Deixaram a aldeia, foram viver para a cidade grande, ai pensava que tudo seria mais facil, engano dela,
ia começar o seu sofrimento. ele sem saber ler nem escrever, ela la ia juntando as letras e escrevia o nome dela, ele nem isso, trabalhar onde? como? em quê? só como trolha, naquele tempo, não havia grandes culturas, trabalhavam das 8 as 17h  depois era taverna, beber uns copos, de principio tudo bem, depois....depois o alcóol , é uma droga, vicia, e passaram a ser bebedeiras todos os dias, a harmonia do casal acabou.
Ela sempre a tentar ao mesmo tempo saber do filho....ele tinha ciumes....
Entretanto ela tinha ficado gravida, de uma menina, também loira de olhos azuis como o irmão, ela dedicava todo o seu amor aquela filha, como a tentar compensar-se da falta do outro filho.

Calmamente....

O dia foi passando de mansinho, um dia sereno, sem atropelos onde cada minuto foi vivido na calma própria, do local.
Sol foi Rei, deixando com uma luminosidade muito própria, muito bela.
Minha alma tem a tranquilidade que só o tempo sabe oferecer, nada me afecta, amo a minha solidão, esta tranquilidade, de poder ser eu, sem ter de pensar em nada, porque a, b, ou c pode não gostar, agora só eu tenho de gostar, tenho de sentir.
Aprendi que embora não goste da ideia tenho de apr...ender a distinguir, se a saúde esta mais ou menos frágil.
Grassas a Deus alguém veio almoçar comigo naquele dia e viu o que eu não via, não tinha percebido. Agora só o mestre tempo para colocar tudo no lugar.
Despedi-me do meu quisto ocular, estou pronta, para o que der e vier, preparada para agir sem perturbar mais ninguém, quem sou eu afinal?
Uma tonta que só sabe dar trabalho aquém não quer. Amo-vos obrigada, por me ajudarem quando nem percebia a gravidade do caso.LR

Obrigada vida....




A noite foi fria, o vento soprou lembrando aos esquecidos que o Outono chegou.
Já deu mais um passo, na vida e no tempo, sem se dar conta, o tempo passou, Cinco anos de felicidade, nem sempre juntos, fisicamente, e tão dentro do meu coração,
No Próximo mês fazem cinco anos, como cresceste, estão dois meninos lindos, olhar penetrante que tudo querem ver, aprender, é tão bom ver-vos crescer...Cada dia, cada estação que muda é mais uma...ou menos uma depende como olhamos as coisas, tudo tem o lado bom e menos bom, o bom é que vos vi crescer, ri convosco, o menos bom é que o tempo não perdoa e sei que é menos uma que tenho para viver.
Como cereja no topo do bolo veio, o DD , aqui quieta serena passo algumas horas dos meus dias olhar para as fotos e vídeos dos 3, como o tempo passa, sem eu dar por isso.
Um dia sou eu que vou viajar, que vos vou deixar levando comigo aquilo que de bom a vida me deu, A Capacidade de amar e ser amada, amei e amo incondicionalmente, minha família, meus filhos e netos, nunca teria palavras para agradecer a vida os filhos que tive, fizeram de mim a mulher mais feliz do mundo, não são perfeitos eu sei disso, ninguém o é.
São podem crer os filhos que muita mãe gostaria de ter.
Na noite fria, a ouvir o vento nem um lamento no peito, estão todos aqui, bem dentro de mim, nessa caixa velhinha que bate comigo, espero que não deixe de a fazer sem ver meus netos crescer. Obrigada vida, obrigada a todos que o fazem bater. LR