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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Meu cantinho


Nem sempre as coisas , são o que desejamos...umas vezes são melhores do que sonhamos...
Nasci num pedacinho de aldeia, que foi ninho de amor dos seres que me deram vida...
estava no fim da guerra, tudo era racionado, filas para isto e para aquilo.
Menos para o amor que os uniu.
Ela uma mulher doce, lutadora, costureira de profissão, ele homem rude trabalhador da terra.
sempre com vontade em ser mais , em querer outra profissão, partiram para Lisboa meu pai foi trabalhar nas obras, aprendeu  a ser estucador, profissão que usou até ser reformado.
Sempre pensou que não me apaixonaria, por esta terra ao ponto de deixar a grande cidade para vir viver, morar aqui, nunca me ensinaram a cuidar da terra, e quando o tentava fazer, até cuidar das flores, ele dizia este não é o teu mundo, eu faço....erro de muitos pais que de tanto amar seus filhos esquecem que tem de ser eles a decidirem, o que gostam ou querem da vida, hoje era muito útil para mim, pois adoro colocar a mão na terra....foi sempre com muito boa intenção que o fez.
Sempre houve um amor imenso pela nossa querida aldeia....
o nosso cantinho...
è uma aldeia que fica quase no meio do nada, como dirá muita gente, para mim é de facto no meio do nada, por não ter , nem farmácia, super mercado, correios e nem sequer posto médico, só que não a troco por nada,
Neste cantinho do mundo, que eu tanto amo, tenho paz, tenho amigas/os, posso ver o sol nascer, ou o acabar do dia, olhar o céu admirar as estrelas, reconhecer constelações...a natureza nunca ma canso de admirar.
Minha aldeia, minha terra, meu amor.
Pouco tem de significativo para muitos, eu não esqueço, a fonte antiga , a igreja, tendo por padroeira Nossa Senhora da Saúde, uns campos lindos que nos prende com a sua flora, em todo o lado encontras, flores lindas que me encantam....LR

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