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domingo, 25 de outubro de 2015

(4)Vidas


Hoje, o dia em que vos conto um pouco mais da vida dela, esta  triste.
Escuro e chove , uma chuva cadenciada, que entristece.
Eles lutaram juntos, apoiando-se-
Nem tudo foram rosas, embora com muitos espinhos também se viram florir lindas rosas.
As pessoas com deficiência também tem coração. Também se apaixonam...
Para superar as dificuldades, ele quis ir viver sozinho, alegando que a mãe o protegia demais , ele assim jamais seria autônomo.
Para ela foi , um choque, compreendeu que os filhos nos são entregues para criar, amar e proteger, sem no entanto  deixar de entender que tem de seguir o seu caminho.
Aceitou , ajudou sempre que possível.
Ele aprendeu a viver só com um braço...
Conheceu uma  menina, um pouco mais nova, gostaram um do outro, e sem casar começaram a viver juntos.
Um dia veio a noticia que nos deixou super felizes, eles iam ser pais. 
Tudo correu bem, não fácil mas bem.
Não é preciso desejar o que não é preciso,e sabemos não podemos ter, há que aprender a amar e viver com com a nossa realidade, amar o que o que se tem....só assim a felicidade será nossa aliada e companheira.
Num dia de sol, em pleno verão, nascia a rosa  mais linda que conhecia até então, rosa dum jardim de amor, em que pensei seria para sempre.
Durante mais 2 anos, viveram os três.
Ele estava desempregado, começou a procura , conseguiu só que longe de casa.
Teve de arranjar casa para ele, elas ficaram na casa deles.
Ele sempre ansioso por voltar, para estar com elas, as saudades eram imensas, havia que esperar uma oportunidade, ele queria que elas fossem para lá viver.
Ela não achou assim, ai começaram os problemas, meses mais tarde a rutura.
Hoje , ele esta sozinho, Vive em Portugal. Perdeu o amor da filha. Da mulher não quer nem ouvir falar, perder a filha é o que mais o magoa na vida.
Quem sabe um dia volte, dizem que tudo que vai volta, pois que volte breve para a felicidade deste pai que já sofreu demais.
Tem o seu trabalho, venceu a morte e todas as adversidades que a vida lhe impôs . Ela não perde a esperança de reaver a neta amada.
continua

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