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segunda-feira, 21 de setembro de 2015





 Depois de um dia maravilhoso,
Veio um Domingo para dormir, reviver sonhando com dia anterior.
que bom é ter amigos, poucos mas unicos.
Deixo  a minha palmeira, meu canto, meu mundo.
Um abraço e a esperança que tenhas uma semana muito feliz.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015



Saudade Calar é grita, sem nada dizer fazer da voz um portão dos sons.
Apenas silêncios, enquamto o teu ser se agita num mar de gente e silêncios, é olhar p'ro teu vazio, só querer por conpamhia, tua amiga solidão .
Dor que te faz tremer, sem dizer tudo o que sentes, mas sorries na tua mascara, todos pensam que ês feliz enquanto chorras te agitas, silências tua dor, brincas contigo e comigo de olhos secos, sem lagrimas se todos pudessem ver o que tem teu coração veriamos com ele chora e com que angustia se agita LR

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Olá!
Sou a Lurdes Rodrigues, tenho 68 anos sou viúva,tenho 3 obras de arte que só as mães sabem construir, meus filhos
 Meu percurso foi um pouco sinuoso. Valeu a pena tudo que sofri, amei, vivi.
Para que vos estou a contar tudo isto? Para que nunca desistas de nada. Para que saibas que antes deste patamar passei por outros, uns de felicidade imensa outros nem tanto, sempre tentei ( muitas não consegui) manter os pés no chão.
Nasci em Portugal, numa aldeia pequenina na zona Oeste, filha de um casal que me amou, me fez crescer:
Sempre gostei de conhecer, aprender... viajar.
Só que fiz a então 4ª classe,  neguei-me a estudar mais, queria trabalhar para ajudar a família, e fugir também de me sentir a mãe da classe , pois que com 11 anos media 1,60m , coisa que eu detestava.
Muito jovem foi trabalhar para a então ( A:P:T:) hoje T.L.P.. mas a minha sede de conhecimento,não parava.
Passado algum tempo , já mais crescidinha, quis ir ter com minha tia a Angola,
Meus pais acompanharam-me, esperava-me muita coisa que ia marcar a minha vida para sempre.
Ai  a vida mudou, tudo me fascinava, as pessoas os aromas, a energia que se respirava, me encantava.
Com o passar do tempo me tornei, mulher, esposa e mãe, época dourada em minha vida.
Casei. Meu marido adorava viajar. Conheci lugares de sonho.
 Onde nada mais é preciso que a Mãe natureza, pois  tudo era lindo.
Trabalhei sempre, primeiro como telefonista, minha profissão até então, depois como locutora de rádio, ai já pela mão de meu marido, em Luanda, Bié, Malange....
Viageei muito, conheci muitos lugares, mas sempre a lutar com a falta de dinheiro, tudo era muito contadinho sempre, a procurar algo que mudasse a minha vida nesse aspecto.
Depois veio o 25 de Abril, com ele a independência de Angola, tema muito discutível, que não vou abordar aqui.
Com ele tudo mudou. Nunca deixei de trabalhar, até que minha casa foi saqueada,
Nossa vida se desmoronou.
Foi o começar do zero. Sem casa, trabalho,dinheiro.....nada.
Nessa época vivíamos no Dondo, para ser mais exato nas Plantações do Mucozo.
Sempre quisemos ficar en Angola, a terra que me acolheu, me tinha dado a estabilidade emocional, pois que a financeira era muito debilitada, o que não me impedia de ser feliz,
Com o passar do tempo arranjamos novamente trabalho e lá vamos nós desta vez para a Lunda( Companhia Diamantes de Angola )
Ai tudo era belo, só que com os confrontos, entre grupos diferentes, era uma loucura total, a fronteira estava minada, naquele Hospital não havia tranquilidade , pois pessoal era pouco, os Europeus tinham regressado quase todos, era o Armando que cuidava de tudo e de todos, andava exausto.
Eu trabalhava também no hospital, mas a nível de cozinhas era despenseira dos Hospitais do Dundo, Andrada e Sacavula. Organizava as refeições ,as compras enfim tudo ligado a esse sector
Lá íamos levando a vida, com nossos filhotes um de dois, outro de cinco aninhos, coração nas mãos sempre com medo que uma bala perdida, acabasse com a vida de algum.
Felizmente nada nos aconteceu, Foi no entanto a época mais dolorosa que vivi em Angola.
Até que achamos que tínhamos de regressar a Portugal, nossos filhos estavam a crescer, teriam de ir para a escola e aquele não era o ambiente sonhado para educar os nossos amores.
Do nosso vencimento sempre descontamos 50 por cento, que nos diziam estariam em Portugal, Imaginava que já cá teria verba para recomeçar a vida aqui na nossa terra... não sabia, engano meu.
Trabalhamos, descontamos, e apenas havia uma gota de água do que nos diziam estar no banco.
Mais uma vez o dinheiro a lutar connosco.
Chegamos. Foi duro . Sobrevivemos. Estou aqui a contar-vos a nossa historia.
Sou uma Taurina, desistir não faz parte da minha maneira de viver.
Com dois filhos, foi difícil, valeu-me que foi viver para casa dos meus pais, durante pouco tempo entretanto, meu marido arranjou trabalho,
Como sempre a vida nada é fácil por aqui. Com muita luta compramos uma casinha.
Os anos vão passando, os filhos crescendo, e sou premiada com a vinda de mais um bebe na minha vida, um terceiro filho, apesar de tudo um filho é a renovação da vida, é o melhor que um casal pode ter....Nosso filho,
Andamos por aqui sempre a tentar melhorar  a nossa vida, dar estabilidade á família.
Fomos parar ao Baixo Alentejo, ai vivemos uns anos.
Em janeiro de 1990, novamente uma mudança drástica na vida familiar.
Meu companheiro de 20 anos partia,
Quando se parte a trave da casa , há que fazer obras rápido.
Janeiro 1990, tinha começado com a mudança do Alentejo para a nossa casa , Meus filhos dois adolescentes, e uma criança.
Vejo-me sem emprego, sem dinheiro. Velha para trabalhar ( 42 anos ) segundo me diziam, jovem para a reforma.
Alguém me alerta, onde talvez consigas trabalho, é numa cozinha, ora bem bela ideia, vamos tentar.
Ai vou eu tentar a minha sorte, só que nunca tinha entrado sequer numa cozinha de restaurante, um mundo novo para mim, foi muito díficil os termos eram diferentes desconhecidos .
Não podia parar, tinha de aprender; tinha a força que nos dá os nossos filhos, o saber que tinha de colocar o pão na mesa.
Meus filhos sentem o drama em que me debato, Os resultados escolares ficam todos alterados. Perdem o ano.
Ambos resolvem ir trabalhar. Um dia em que quase nada havia para comer, para além do esparguete com molho tomate. Meu filho mais velho saiu de casa, foi trabalhar , era a época da palha. Andou desde a madrugada a carregar  fardos estoirado. Eu ansiosa preocupada.
Quando vejo chegar com um sorriso enorme, com dois sacos do super-mercado cheios de compras para casa.
O do meio foi trabalhar muito jovem também, ambos queriam ajudar em casa, não consegui demove los dessa ideia. Ambos pararam de estudar, o que até hoje me faz sentir impotente e responsável por eles não terem um curso.
São todos o meu orgulho.
O mais novo. Sempre responsável. Hoje homens feitos, são pessoas lindas , responsáveis e honestas.
A vida não foi fácil, acabei perdendo a minha casa.
Aprendi a trabalhar numa cozinha. Virei cozinheira, Foi o que a vida tinha para mim.
Aceitei de bom grado pois era a meta para acabar de criar as minhas obras de arte, meus filhos, claro, sempre contei com o seu apoio, sempre pode contar com eles seu carinho seu amor, isso é das coisas boas que a vida me deu.
Agora já avó vou lutar para , conseguir....
Tirei o 9ºano,aprendi a mexer ( não muito bem , confesso.) no computador.
Aqui sempre andei a procura de algo onde pode-se ganhar algum dinheiro, para ajudar nas despesas e arranjo da casa,
Com o passar dos anos deixei de trabalhar, foi aposentada,.
Sendo muito pequena, não chega para o que quero fazer, mais uma vez vou a luta nada se faz sem trabalho.
Vivo na casa que era dos meus pais, preciso de fazer obras, e não quero estar sempre dependente dos meus filhos.
Creio que agora estou no caminho certo,
Quero muito e mais uma vez, aprender, conhecer, ganhar dinheiro. Pois que o dinheiro é muito importante não para tudo, só que  nada se faz sem ele.
 Acredito piamente estou no caminho certo.
Quem quiser  vir comigo, caminhar pela minha nova estrada....juntos podemos fazer mais e melhor
aprendi isso ao longo dos anos....
Desistir nunca, meu lema é.... SE QUISERES CONSEGUES...
Uma verdade imensa..LR