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sexta-feira, 3 de abril de 2015

Assim eras tu....



Faz tanto tempo...
que tu me pegavas na mão, me fazias sorrir
vem ai a Páscoa. Dizias-me tu num doce apertar
nos meus dedos de criança.
Vamos as compras, a " praça "do bairro
sempre te lembravas de tudo , de todos.....
Lá ia o pobre cordeiro,
num belo tabuleiro
para assar no forno,  o pai gosta
dizias-me tu , num geito  de quem
fazia um agrado ao homem amado,
Era o colocar as taças de amendoas
do tempo de nanorados, assim eras tu....
a mulher mais doce, que me fez nascer
me ensinou a andar nos caminhos da vida
a estrada comprida
que tento trilhar, sem nunca esquecer
que um dia nasci, 
da grande Senhora que foi minha mãe.
Sem rendas nem veus, ela era 
a costureira ali da sua aldeia.
Costurava roupa, para quem a queria
fazia com gosto,
pobre de dinheiro, rica de caracter
ela era a mãe que eu queria ser....
A mulher guerreira que tudo fazia 
que sempre amparava com sorriso terno
nas horas de dor. LR

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