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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Magoa

Aqui no silencio, onde só eu e o teclado falamos...ou eu falo para lhe contar as coisas que me entristecem como sempre...
Com este amigo posso falar deitar para fora tudo que minha alma sente e cala...
Aqui sou eu ele o teclado..
Quero deixar de ser assim , só que é muito dificil, boas intenções eu tenho...depois vem tudo a minha cabeça, adeus intenções...
Analisando as coisas; poucas são as pessoas que tem o poder de me magoar, me fazer sofrer...antes eu faria uma sena, diria tudo que esta preso na garganta...agora calo-me...para quê falar?
As vezes nem é o que se diz,  é sim como é dito...
Quem sabe um, dia vão perceber o quando me doí, agora fico calada, muda...sem dizer palavra, antes faria uma fita, diria tudo o que me vai na alma, hoje calo-me...
Dou o que não sei sentir , nem tenho, indiferença aos molhos para distribuir...
Sempre foi tudo ou nada... gosto ou não gosto, e até gostava como amigo é certo mas gostava, sinto que estou a virar gelo....
Numa atitude ternurenta de amigos, dei-lhe o braço, encostei a cabeça no seu braço e perguntei..-
ou melhor ia perguntar...
não o cheguei a fazer pois, uma voz fria, como bofetadas disse:- vai te encostar ao que comeste ontem...
Calei-me...voltei costas.
Não mais estive em ameno convivio, chego venho para o quarto, aqui me fecho...
Me perco ou me encontro, mas sozinha...calada...estupidamente só...
Não quero estar triste, não quero...mas não sei ver essa agressividade sem me magoar....LR

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