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quarta-feira, 19 de março de 2014

historia

As historias, modo geral começam, assim....
Era uma vez....esta também assim começa...
uma jovem mulher, desaprendeu amar, esqueceu tudo, a vida levo-a por trilhos onde o amor era palavra vã, todo o seu tempo, era para se esquecer dela.
Era uma mulher como tantas outras, só diferente na vontade forte de querer dar aos outros tudo que não tinha, em querer poder olhar todos de frente, olhos nos olhos...
Tinha uns olhos tristes, sempre com uma sombra a toldar aquele olhar, onde se lia, um caracter forte, com força difícil de imaginar, debaixo daquele sorriso  sincero, nem sempre  fácil de aflorar aos lábios...
Sua vida se resumia, de casa trabalho. trabalho casa.
Seus amigos eram colegas de trabalho; nunca pode ser dada a amizades pois sempre foi proibida de as fazer.
Uma família humilde, um pai que não admitia amigas.
Dizia ele as amigos/as são facas de dois gumes, podes ser muito benefícas com podem destruir uma pessoa que esteja menos atenta, não quero que corras riscos. estas em casa, estas bem...
dizia ele vezes sem conta.
Os anos foram passando, a menina cresceu, virou mulher, como o que o berço dá a tumba o leva, nunca se habituou , a ser expansiva...
Casou, com um homem o oposto dela, mas nem assim, deixou de ser ela mesma, ria, brincava, sempre se sentindo , sozinha.
 Ele, um homem habituado a conviver...  com um circulo de amigos, que a fazia compreender, tão vazia tinha sido a sua vida.   
Mas ela tinha também outra maneira de ver o que se passava a sua volta, não queria ver as atitudes dele que embora escondesse , ela sabia que ele a traia, com todas que lhe dessem um pouco de atenção, não sabia ser fiel a mulher que tinha em casa ....
aos poucos foram-se afastando, emocionalmente, e daquele casamento apenas restou a fachada .
fachada que ia corroendo aos poucos tudo que de bom havia entre eles, chegou ao ponto de nada restar, além dos filhos que ambos queriam preservar.
Ela sempre fez a seu dever, ou o que considerava  ser esse o dever de uma esposa, não a nível sexual,  mas humano.
O juramento da hora do casamento foi cumprido, na integra, sendo ela a força o braço, na hora do aperto, em questão de saúde, sempre o acompanhou, sempre lhe deu tudo , para minorizar o seu sofrimento.
O tempo foi passando, hoje pouco mais resta, além deste sentimento que enche seu peito.
Dois homens que marcaram a vida desta mulher, o pai que de tanto a querer proteger a aniquilou no seu ser mais emocional, e o marido com suas traições, seu amor esquisito de entender.
A vida por vezes é demasiado complicada, gostamos e afastamos quem gostamos, magoamos quem não queremos magoar....assim é a vida de muitas pessoas, esquecidas de amar....
conheço algumas.....LR














Um comentário:

EU disse...

Lembro-me de visitar este blogue, por vezes; lia sempre vários textos; pensava que já não existia; cliquei; surpresa; está ativo...
Li com muito interesse. Posso subscrever esta história, LR. Toca mas lamento que se votem vidas a esta infelicidade. Sim, há muitas...Demasiadas...

Um bjo