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Mostrando postagens de Outubro, 2012
Nestes dias assim, de Outono...em que tudo me vem a cabeça.... Lembro-me de outro Outono, noutro Continente, em plena mato Africano. Lembro-me da Fazenda Lola do tempo em que ainda pensava ser feliz, vivia no meio daquela natureza agreste, onde apesar de ser mais fresco era tão húmido que parecia que tudo esta molhado...  Era o preparar o então mata-bicho( pequena refeição que os homens comiam antes de irem para o campo, delinear trabalho) composta quase sempre por leite café fruta e pão com alguma coisa modo geral  manteiga ou compota caseira, feita ali mesmo em casa.  O pão era caseiro feito por nós na roça. Ao falar nisso aprece que lhe sinto o cheiro, eram pães pequeninos tipo scones, mas que faziam as delicias da família. Todos os dias me levantava as 5 da manhã para os ter prontos próximo das 6 e meia hora da partida para o campo.  Tirar os animais dos currais. Era um prazer. Aqui tudo fazia com prazer.Ainda era, ou pensava ser..Feliz... .Era uma fazenda de gado , banana, e c…
Neste dia de Outono, onde a Natureza parece querer vestir  de ouro as copas das árvores, onde tudo tem tom nostálgico. mas lindo.
Tudo tem sua beleza, esta é uma beleza serena, que nos dá uma sensação de calma, nostalgia também ...mas é saboroso,sentar aqui debaixo desta árvore imensa e ficar a observar.
Tal como a natureza também estou no outono da vida...
Uma vida cheia de coisas , boas e outras menos boas..aqui vista ao longe no ecrã das minhas memorias, não sinto dor nem raiva, só saudade.... Do que tive e perdi...perdi muita coisa, o perder coisas não me afecta nada de nada.
Sempre acreditei que aquilo que temos nada é nosso, a vida empresta-nos para usufruir, talvez para nos dar a sensação de posse que não é real...se fosse nosso quando partimos levava-mos e nada se leva alem de nós mesmos e algum trapo que nos queiram vestir, tudo passa....
Até as pessoas que mais amamos não são nossos. Ou melhor. A vida dá a possibilidade de os ter connosco, crescem connosco, temos de os educ…
Hoje:
Me sinto mais triste, mais só.
Sem caminhos que me levem a algum lugar.
Neste mundo, de encontros e desencontros, fica aqui a pensar porque só vem até mim os desencontros?
que faço ou fiz para a vida me dar  tanta coisa que tão bem dispensava?
Não sei. Dizem que colhemos o que semeamos, será que foi assim tão má lavradora da minha vida?
Será que as minhas sementes eram todas sem valor?
Não sei.
Mas sei. Que não sinto isso em mim. Por vezes penso vou alterar tudo o que fiz...Ou tentar mudar o que irei fazer...engano meu...quando estendo as mãos para agarrar o que penso, o que sinto, logo me vem uma voz nem eu sei de onde que me diz.- Calma ai...as coisas não são bem assim.
Quem pensas que és, vai com passos lentos caladinha , mas vai..
ai nasce a indecisão, ou melhor fala mais alto.
Eu, que nada mais quero que é sentir-me amada, sentir que sou pessoa, com todo a que tenho direito, vejo não tenho direito a nada.
Quem eu não quero nem me nota, quem quer falar comigo,eu nem quero ouvir.
Mas nest…

abraço

Há dias em que está tudo errado, por mais que tentes ver o lado bom das coisas tu não vês…. Em que só precisas de um abraço, mas um abraço sincero, daqueles abraços que te fazem esquecer do mundo, de tão doce e reconfortante, mas não tens. Pensas ajudar e nada consegue. Todos te apontam. Ninguém te entende. A tristeza…mais que o suportável, mas a vida é assim. Há dias assim. Ela sonhou, um dia iria ser feliz, amar e ser amada…mas não é verdade, não foi verdade. Manel indiferente ao sentir continua surdo ao grito de alerta que ela lhe dá, não vê…não sente. Fixado nos seus sonhos. Fala com montes de mulheres, prende todas, não ama ninguém. Ela-Compreende, talvez seja a maneira de se defender, se sentir querido, desejado. Bem no fundo do seu coração talvez nunca tenha deixado de amar quem o traiu, quem sabe ainda um dia volta para os braços dela. Maria sabe tudo isto, mas vive a sonhar com aqueles olhos travessos de menino grande, a orar por ele. Manel quer voltar para onde deixou parte …
Recordo o teu rosto..
teus olhos de águia, em rosto sereno.
Sorriso que encanta,,me prende e me joga, tal tombola gigante, dos tempos da feira.
Sinto-me um mendigo...sem eira nem beira...
Preciso de ti..menino encantado..vives no meu peito, bem dentro de mim...quero ...sentir tua pele de pêssego moreno...quero o teu sabor de mel e prazer...só para te dizer....amor... .
Poderia chamar história dele e dela, mas vou deixar ao vosso gosto… Todas ou quase, as historias começam era uma vez , esta também… Era uma vez, Ele um homem maduro, com olhar de menino, com uns olhos onde a inteligência e o saber estavam bem lactentes, em cada gesto…cada olhar, mas esse homem com olhar de menino grande, também era solitário e triste, carente de afetos. Dono de uma vontade firme, Seus olhos de um castanho amendoado , tudo pareciam querer ver e, gravar dentro dele..bebia  com avidez cada palavra dela.. Vinha de uma infância marcante….  luta do dia a dia não se fez rogada…sem abundacia de menos e fome demais. Tinha na alma as cicatrizes que só os grandes conseguem disfarçar, dando-lhe um ar de coisa linda. Um sorriso cativante sensual que nos prende nos marca… Trabalhou…venceu, talvez não depende do que chamar vencer…sim a vida esta cheia de vencer e desaires que não vemos, porque não queremos ver esquecemos o coração para ouvir a razão que nem sempre é boa conselheira …