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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Neste tempo que é o nosso, vamos seguindo indiferentes a tantos dramas, vividos junto de nós, sem nada podermos fazer para emendar seja o que for.
Filhos que rejeitam os pais, mães que rejeitam os filhos.
Ao que se chegou nesta vida.
Esquecem que é para ali que todas vamos, velhos não no sentido depreciativo, mas velhos sem medo da palavra, velho por já ter vivido, muito, por ter trabalhado, lutado para dar a sua família a solidez que afinal poderia ser trocada de bom grado pelo afecto.
Muitas vezes não há tempo para o essencial, perdemos-nos em amealhar, tudo menos o necessário, o carinho, o respeito, a cumplicidade.
Depois, os anos passam e nem damos porque passam ,e chega-se a velho,ou idoso se preferir, eu prefiro velho,é mais duro, mas também mais real, e o que vemos??
 Depósitos de gente com o pomposo nome de lar, que mais não são, que as ante-câmaras da morte, cheias caras e sem qualidade grande parte delas.
Vemos filhos a querer separar mãe e pai que viveram vidas juntos, vidas muitas vezes suportando-se é certo, muitas vezes para mostrar aos filhos e aos outros que tem casamento de x anos, mas na verdade foi tudo menos isso, viveram numa casa, nunca souberam qual a diferença entre casa e lar, mas viveram, e agora no final da vida, a luta não pará, e tentam ficar junto, acabar junto,apenas por habito e não amor.
Este é o mundo em que vivemos. Este é um dos grandes medos, dos velhos, como eu, que não tendo companheiro, nunca deixo de amar, e vou amar sempre, foi para isso que nasci, mas aprendi muito tarde.
Vou amar a vida, o sol, a natureza o ser humano, e sobre tudo a ti.

Um comentário:

Hermínia Nadais disse...

Que maravilha de texto! Realista! Muito realista!