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terça-feira, 3 de maio de 2011


A noite, esta escura, carregada. Nem parece Primavera. Num Céu escuro, da cor do chumbo.
A noite, e eu nunca fomos grandes companheiras.
Pois nunca gostei muito da Noite. Fez-me sempre sentir solitária. Olho através da vidraça é só a escuridão, quebrada pela luz do candeeiro, dando um aspecto fantasmagórico, ao que antes me encantava.
Só o barulho próprio do campo se faz ouvir, com maior clareza. Os morcegos e as corujas, rasgam os céus, dando um aspecto a tudo isto, parece cenário de filme do fantástico.
Ao longe vislumbra-se ou adivinha-se os eucaliptos, mais por instinto e por saber onde eles estão, grandes, imensos que com o bater do vento, tem uma música dolente, parece que a natureza chora, das maldades de que é vitima.
 Numa dança suave, a Brisa, bate no rosto, e  faz despentear Coisa boa. Sentir aquele ventinho frio que nos faz sentir, estou aqui  viva, desperta a tudo que de belo a vida tem, a vida dá.
São 2 horas da manhã ainda a noite é uma criança, uma criança que brinca connosco, e nos faz sonhar com as coisas que nos tocam, que amamos, coisas , pessoas, emoções.
Tanto, de amor cumplicidade, ternura. Como se sentimentos vividos, sentidos no mais fundo de nós. Fecho os olhos para ver aquilo que á vida me deu. E não me posso queixar, tive alguém que pensei amar, até ao dia em que descobri o verdadeiro amor.
E ai tudo mudou, meu dia ficou mais alegre, eu deixei de me isolar, e saltei da minha concha,  sim eu também tinha concha.
Numa vontade enorme de dizer, descobri o que é o amor, mas… quando eu pensei que ia ser assim, veio a revelação, e aquela alegria exuberante  aquela vontade de dizer a todos sou feliz, estou amando. Teve de ficar recalcada dentro de mim, e arranjar calma suficiente para aprender a lidar com a situação dúbia em que me encontrava, tinha a felicidade de amar. E o travão de ter de me calar. Guardar só para mim.
O medo e a confiança travarão dura batalha. Venceu a confiança, a esperança, e penso que o amor. Hoje. Passados alguns meses e depois de grandes inseguranças. E depois de muito hesitar entreguei-me de cabeça, esquecendo tudo que não seja esse amor.
Aprendi a perceber que embora estando longe, esta comigo. Aprendi que minha vida vai continuar a ser sozinha, mas amando, aprendi que o amor que nutrem por mim não chega para fazer tomar uma decisão. Não sou para alguém o que alguém é para mim, mas já sou alguma coisa, se a vida não me dá mais talvez não saiba merecer esse amor.
Se não me amam o suficiente para dizerem quero estar contigo para sempre, é porque eu não soube mostrar o quanto é importante para mim , o tal amor, e uma vida a dois é feita de muita coisa, e eu não tenho o suficiente , cumplicidade, ternura, compreensão, carinho.
Pois quero dar e receber, e ao que parece só eu tenho, para dar. Assim não chega. Eu sou uma pessoa que vibro pela emoção, pelo coração. Ele que vibra pela razão. E emoção e razão não sabem conjugar juntas o verbo amar.
Assim eu amo muito, muito mesmo, mas sei que dificilmente passara a algo mais profundo mais directo.
E os sonhos de dormir e acordar debaixo dos mesmos lençóis,  viver as emoções de um casal dificilmente algum dia as terei.
Poderia ser bom para muitos, mas para mim não basta, dou-me inteira, gostaria de alguém inteiro,
Acaso não será direito meu?

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