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Natal

Já vivi  este mês com muito entusiasmo com uma alegria sem limites.
Já contei os dias como, se dai fosse depender a minha vida. Hoje vejo passar os dias sem sequer me lembrar , que estamos no Natal, não sei sentir essa alegria, não  sei viver essa emoção, doí cá dentro ter de reconhecer isto, mas é a verdade.
Natal virou , já não tenho essa alegria...esse sentimento lindo... tudo passa... tudo morre... menos esta angustia louca que rebenta no meu peito.
Meus filhos cresceram... minha neta esta distante... e embora eu tenha o carinho e o amor deles.... estou incompleta... falta-me uma asa... a asa que me faria voar... que me faria sonhar... que me devolveria a vida. Assim. vou andando sorrindo por fora... chorando por dentro...  não quero  abandonar a criança  que existe dentro de mim, mas ela não quer sorrir ... ela já não quer brincar... parece que a solidão quer ocupar o lugar, que já teve por direito... e a esperança,,, esta de mansinho  a partir... como lembrança fugaz, levando devagarinho... a alegria que se ia instalando aos poucos dentro de mim.
Falta tudo, tenho tudo... excepto a minha asa ..sem asa não sei voar...

Comentários

José Gonçalves disse…
Olá Lu,

Ausente, mas não distante.

Que em novos ventos venham asas mais firmes e serenas que te permitam voar para bem mais longe, na plenitude que mereces.

Um abraço do tamanho do Mundo e até sempre,

José Gonçalves
Amiga, nós mães temos uma capacidade enorme de sentir alegria em pequenas coisas. Seus filhos estão longe, mas estão com saúde, são independentes, profissionais dedicados, estão levando a vida com tudo que vc ensinou. Pense nisso. Querida sei como deve ser difícil essa distância, mas partilho com vc a minha dor. Meu filho mora em casa comigo, se alimenta do que eu compro, mas não fala comigo uma só palavra. Há três anos ele se distanciou de mim, do pai e do irmão. Vc nem pode imaginar como dói. As vezes penso que não suportarei, mas sobrevivo.Vai lá, enfeita a sua casa, faça coisas gostosas e peça ao Menino Deus para chegar na sua casa e na dos seus pimpolhos. Assim faço eu aqui também para resistir a falta do abraço de alguém que está tão perto. Bjs e fique bem amiga
Mariazita disse…
Olá, Lu
Quando se é criança vive-se o Natal de forma muito mais intensa.
Mas à medida que o tempo vai passando, e, principalmente, à medida que vão partindo os nossos entes queridos, o Natal tem sempre uma mancha de tristeza.
Eu tenho os filhos e os netos junto de mim, mas faltam os meus pais, que já partiram, os meus irmãos que vivem muito longe... por isso a alegria nunca é completa.
Tens que procurar, dentro de ti, a asa que te falta...

Continuação de boa semana. Beijinhos

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