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sábado, 18 de dezembro de 2010

Viajando no tempo

Viajando no tempo... recuei..e foi parar, anos atrás, onde nestes dias tudo era alegria, tudo era amor uns pelos outros, vibrava muito mais . 
Agora nestes dias , pois era a compra dos presentes, o embrulhar...o imaginar que diria? gostaria? (Poucos pois nunca foi pelo consumismo desenfreado,) meu pai, minha mãe, depois ...depois  veio a minha própria família meu marido, amigo e companheiro de jornada, era a loucura de imaginar a pequenada, no dia o vibrar com eles a abertura dos embrulhos, que por mais que tentasse era aquela bagunça gostosa... aquele coração cheio, tão cheio de amor e ternura, que por vezes parcia querer sair do meu peito..
. Hoje penso que não soube valorizar tudo o que tinha... hoje resta a recordação e o vazio...
Na véspera , de Natal, era uma azafama, preparar tudo, uma mesa especial, onde tinha de haver de tudo um pouco,as nozes,pinhões. amêndoas, bombons feitos por nós,especial os de ovos e chocolate, as broas, a lampreia, claro o bolo rei, o pão-de-ló, os sonhos rabanadas, e as filhoses, que a minha mãe chamava de velhoses, minha mão sempre arranjava maneira de ir fazendo tudo para  á consoada ainda se estivessem a fazer os tais velhoses.
O bacalhau invariavelmente seria o chamado com todos, batatas legumes e ovo cozido, regado com o bom azeite de meu avó.
Jantavamos e não podia faltar a missa do galo, onde toda a vizinhaça se reunia, e era aquele tagarelar gostoso, o abraço..um abraço é sempre uma força ... um carinho
Depois para o resto da noite, vinha  peru para a mesa, o leite creme, o arroz doce e a mousse que meu pai e marido não dispensavam, era uma noite em que ninguém ia a cama ,era noite da conversa ,da brincadeira, a noite de estar feliz. Meu pai sempre arranjava maneira de levar um ou outro vizinha que estivesse mais sozinho.
O dia era para passar em Campo de besteiros, no Caramulo,  e fazia outro natal, com os meus queridos sogros a quem amei como se fossem quase meus pais.
Tudo passa... tudo muda ... hoje o Natal não tem o carís desses tempos não tão distantes assim...
Hoje é um Natal de consumo, antes era de mimar... era a altura de dizer te amo...Hoje só pensam nos presentes, mas o maior presente ninguém oferece, ninguém dá , o abraço fraterno, a amizade sem interesse, o amor incondicional... eu sinto falta disso.

3 comentários:

Mara disse...

Boa tarde, minha amiga Lurdes!
O teu post de hoje transportou-me aos meus tempos de infância, onde tinha meu pai e toda a família reunida. Na minha casa o Natal acontecia praticamente da mesma forma que descreveste....Oh tempos bons e felizes! Se soubéssemos a falta que esses tempos nos fariam, com certeza, teríamos dado o real valor merecido.
Gosto muito de tudo o que escreves, pois escreves com o "Coração", com "emoção".
Parabéns , querida amiga!
Beijos,
Mara

Alexandre Ferrari disse...

Que lindo que está o blog. Tb de desejo um ano cheinho de boas novidades, realizações, sorte, saúde.
Um grande abraço.

Cida disse...

Verdade, amiga, infelizmente está se perdendo o espírito Natalino, e a data está se transformando em algo puramente comercial, onde quem reina absoluto é o papai noel (ou papai natal como vocês dizem por aí).
Graças a Deus, na minha família, continuamos com a tradição do presépio... missa... e a festejamos como deve ser: uma data religiosa, onde o que deve imperar é o amor e a fraternidade.
Minha netinha espera ansiosa pelo "aniversário de Jesus", e eu fico super satisfeita ao ver a criação que meu filho e nora estão dando para ela.
O mundo está como está, porque as pessoas estão perdendo os seus valores, não é mesmo?

Abraço grande prá você, amiga.

Tenha um santo e lindo Natal junto aos seus.

Cid@