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Dá que pensar.

Nesta noite, de tempestade em que o vento e a chuva ,fustigam os ares.
Mais parece, uma noite de Inverno e bem duro.
Dou comigo, a pensar a deixar voar, a meus pensamentos, como borboletas multicores, num campo de flores.
 Não posso esquecer-me de muitas pessoas, que dormem nas Ruas, nas crianças que algumas vezes em Lisboa, quando ia trabalhar, ai por volta das 7 horas da manhã, estavam a dormir nos buracos de escoamento e refrigeração do metro, para apanharem o ar quente que de lá saia.
Dos velhinhos ,que dormiam embrulhados em jornais, e tapados com cartões, nos bancos de jardim, e paragens de transportes publicos, como pode ser assim a nossa cidade????
 que mundo é este em que vivemos??
Uns com tanto e outros sem nada, eu tenho de agradecer a Deus todos os dias por a minha família, toda ter um tecto, e algo para confortar-se
. Uma cama quentinha, e sobre tudo o amor de todos, somos muito unidos, um por todos e todos por um.
Depois há outro flagelo , por aqui , a falta de respeito, para com os nossos  idosos, pessoas que ma maior parte das vezes se fartaram de lutar, criaram filhos, famíliares, e se vêm abandonados em hospitais, é mau; mas pior ainda, é que muitas dessas famílias desintegradas, com falta de empregos, falta de dinheiro, e quem sabe falta de comer, os vão deixar ,  para mim, isso É uma coisa impensável, para eles seja a garantia de que tenham uma refeição, como deve de ser, e cuidados médicos assegurados.
 Que sei eu?... nada! e não me atrevo a julgar  ninguém, apenas lamento o que esta  acontecer, no meu País, onde me nego a acreditar, que as pessoas sejam assim más, mas que o fazem por falta de condições.
Como eu gostaria de poder contribuir para ajudar, estas pessoas, que sentimento de impotência perante tudo isto, e nada poder fazer ..

Comentários

Tere disse…
OLÁ AMIGA OBRIGADA PELA VISITA, AMEI.BJUS TERE.
José Gonçalves disse…
Olá Lu,

Este é um tema que muito me diz, não apenas por me sentir solidário com os idosos, mas também por viver por dentro este tipo de dramas, quer em familia, quer em trabalho.

É quase como que uma bandeira, uma Luta sem fim, com uma chegada incógnita.

Não somos ninguém para condenar quem deixa um pedaço de si na cama de um hóspital.

A Vida, esta Sociedade de Consumo, do mastiga e deita fora, onde os sentimentos e valores não significam absolutamente nada na vida de alguém, é demasiado ingrata e insensível para com as novas necessidades Humanas para as quais somos obrigatóriamente empurrados!

Quantos de nós, e quando falo de nós refiro-me à Sociedade na generalidade, temos condições para acolher em nossas casas os nossos Progenitores em final de Percurso de Vida, com necessidades de atenção e de conforto muito acima da média, de necessidade de cuidados médicos continuos e continuados?

A Sociedade nos obriga a sair de madrugada, em busca de rendimentos para pagarmos o direito de andarmos neste "Mundo Cão", de regressarmos já noite dentro, cansados e despidos de forças. Que farão, durante todo um dia, os nossos Progenitores na nossa "casa" à espera de ninguém que lhes dê o minimo de atenção e cuidado ao longo de mais de 12 horas?

Terá a nossa Sociedade de Consumo pensado nas consequências, a curto prazo, para aqueles que um dia foram Pais, Trabalhadores, que produziram riqueza para um País que, na hora da Velhice, lhes virou simplesmente as costas?

Que direitos têm os nossos progenitores na Sociedade do mastiga e deita fora que hoje nos é imposta?

Conseguiremos nós, elos dessa mesma Sociedade, ter condições de cumprir as nossas obrigações para com aqueles que um dia lutaram para nos dar a nós as melhores condições de Vida?

Estaria aqui horas a colocar questões que ninguém quer ver ou olhar de frente!

Sei do que falo!

Conheço, infelizmente, o drama de muitos idosos que pedem ajuda e ninguém lhes dá atenção!!!

Será esta a Sociedade que escolhemos?

Não creio!

Eu não escolhi este tipo de Sociedade.

Mas sou obrigado a viver nela!

Infelizmente!

Um bom final de semana e desculpa o desabafo!

Um abraço e até sempre,

José Gonçalves
(Guimarães)
Felipe disse…
Nunca entendi a injustiça do mundo. Por que há tantos que não possuem nada, se no planeta há fartura e desperdicio? A maioria das pessoas é de boa índole, mas não faz nada contra as injustiças... Sabe, Lurdes, é bom que lances palavras ao vento. Elas são sementes, uma ou outra terá que germinar... Um abraço do nordeste do Brasil.
Muitas vezes podemos fazer algo,
por menor que seja.
AVOGI disse…
é sempre a mesma pergunta : porque uns com tanto outro com nada. mas digo-te por vezes é a má gestão financeira familiar que leva a bancarrota. kis :)

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